Uma série de atentados contra mesquitas sunitas deixaram pelo menos 20 mortos em Bagdá, no quarto dia de violência entre o grupo religioso e o governo de Nouri al Maliki, que é xiita. Desde o início dos confrontos, na terça, os enfrentamentos deixaram mais de 160 mortos.
Os confrontos sectários são os mais intensos desde a violência do fim de 2011 e início de 2012, quando os sunitas protestaram contra a ordem de prisão ao vice-presidente Tariq al Hashemi. O temor é que o conflito saia de controle e seja similar ao ocorrido em 2006 e 2007.
Na capital iraquiana, oito pessoas morreram em um ataque contra mesquitas sunitas, dentre elas um soldado. Mais tarde, outras sete pessoas foram mortas em uma explosão em uma rua comercial ao sul da cidade, enquanto no bairro xiita de Sadr City uma moto-bomba destruiu uma barraca de comida, matando cinco.
Nenhum grupo reivindicou a responsabilidade da ação, mas a principal suspeita recai sobre grupos insurgentes como a rede terrorista Al Qaeda. Nas cidades de Ramadi e Fallujah, milhares de sunitas protestaram contra a administração de Maliki após as orações da sexta-feira, dia sagrado para os muçulmanos.