Por dia, cinco adolescentes de Campo Grande e municípios vizinhos passam pela Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude (Deaij) acusados de autoria de homicídios, roubos, furtos, estupros ou mesmo briga na escola e em vias públicas resultantes em lesão corporal.
O assassinato do menino Kauã de Sena, 6 anos, no início do mês chocou os moradores da Capital pela frieza do assassino, um rapaz de 17 anos. Ele estrangulou a criança para roubar sua casa. Só no ano passado foram 2,4 mil ocorrências registradas na especializada, o que não reflete o total de ocorrências diárias. Os plantões de Delegacias de Atendimento Comunitário também podem formalizar boletim de ocorrência por ato infracional – e o dado, portanto, não fica contabilizado na conta da Deaij.
“São jovens de família desestruturadas em sua grande maioria. Os reincidentes ainda têm ligação com o consumo de entorpecentes”, descreve a titular da Deaij, Rozeman de Paula, sobre o perfil de jovens que passam pela delegacia.
O grande número de ocorrências envolvendo adolescentes traça perspectivas pouco esperançosas para 2013. “Neste ano teremos mais adolescentes envolvidos em crimes, bem como mais adolescentes vítimas”, antecipa sobre as estatísticas o promotor da Vara da Infância e da Juventude de Campo Grande, Sérgio Harfouche.
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