Pelo menos 40 pessoas, entre funcionários da Fundação Nacional do Índio (Funai), da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), professores e policiais, foram mantidas reféns por um grupo de 300 índios, da manhã até o fim da tarde desta segunda-feira (6), na aldeia Porto Lindo, em Japorã (MS). Eles foram ao local para participar da 5ª Conferência de Saúde Indígena.
Segundo a Sesai, desde o início os índios avisaram que as pessoas seriam proibidas de deixar o local até que Brasília envie um representante. Os indígenas dizem que estão sofrendo com falta de água e de medicamentos nos postos de saúde, e exigem melhores condições de atendimento no setor.
A Funai de Brasília informou ao Portal Correio do Estado que está sabendo do caso, mas ainda busca informações em Japorã e tem encontrado dificuldades de comunicação devido a existência de apenas um orelhão na aldeia, onde celulares não funcionam.
*Matéria editada às 20h para acréscimo de informações