O chefe da polícia de Cleveland, Michael McGrath, disse hoje (8) que as três mulheres que ficaram mais de dez anos em cativeiro em uma casa da cidade eram presas pelos sequestradores com cordas e correntes.
Amanda Berry, 27, Georgina DeJesus, 23, e Michelle Knight, 32, ficaram em cativeiro por mais de dez anos. As três foram sequestradas em diferentes circunstâncias, entre 2000 e 2004, que fica no Estado de Ohio, no nordeste americano.
Três homens de origem latina foram presos sob suspeita de envolvimento no caso. Ariel Castro, 52, era o dono da casa que servia de cativeiro e outros dois irmãos, Onil Castro, 50, e Pedro Castro, 54, moravam a menos de três quilômetros das famílias das vítimas.
Em entrevista à emissora americana NBC, o agente disse que elas eram autorizadas a sair poucas vezes da casa, para ir ao quintal que ficava atrás do imóvel. A informação foi obtida a partir dos primeiros depoimentos das vítimas.
McGrath afirmou que as reféns foram encontradas em boas condições físicas, apesar dos maus tratos sofridos no período de cativeiro. Ele também confirmou que a polícia chegou a avaliar duas vezes a necessidade de revistar a casa, mas por casos não associados aos sequestros.
O primeiro deles foi em 2000, quando Ariel Castro foi preso após uma briga na rua, e o segundo em 2004, quando o suspeito, que era motorista de ônibus escolar, deixou uma criança presa dentro do veículo. As declarações, no entanto, são contrárias ao que dizem os vizinhos à imprensa americana.
Em entrevista ao canal NBC ontem, Israel Lugo, que mora no bairro do cativeiro, disse que chamou a polícia uma vez em 2011 quando sua irmã disse ter visto uma mulher com uma criança na casa, que batia na janela como se quisesse sair.
Questionado sobre a acusação de Lugo, McGrath diz que não há gravações da ligação do vizinho e disse ter "absoluta confiança" de que os agentes não perderiam uma chance como essa de libertar as mulheres sequestradas.