Apesar do Corpo de Bombeiros ter encaminhado o pedido que 77 novos hidrantes em vias públicas de Campo Grande, a solicitação ainda não foi atendida. O pedido é fruto de um estudo desenvolvido pelos bombeiros e foi encaminhado para a concessionária de água e esgoto da Capital, a Águas Guariroba.
De acordo com o comandante-geral do Corpo de Bombeiro, coronel Ociel Ortiz, o estudo mostrou que regiões como a do bairro Jardim dos Estados precisava de hidrantes. Antes, a região era considerada residencial, lembra Ortiz, e agora já é residencial. “São locais que mudaram com o passar dos anos e, por isso, havia esta necessidade”, diz.
Ao todo, Campo Grande tem, hoje, 99 hidrantes em vias públicas. Destes, 29 estão na região urbana do Centro. Mas, outros locais são carentes. A avenida Júlio de Castilhos, por exemplo, considerada um dos centro comerciais da Capital, tem apenas um hidrante.
Os hidrantes em vias públicas são abastecidos pela rede de distribuição da concessionária de água e, segundo o comandante dos bombeiros, são fiscalizados pela corporação rotineiramente. Além disso, prédios com mais de três andares devem ter, obrigatoriamente, hidrante de passeio público na calçada. “O prédio só recebe o certificado de vistoria dos bombeiros e o Habite-se da prefeitura se tiver”, diz.
Já os prédios com menos de três andarem devem ter hidrantes de parede. No caso do Centro Comercial Afonso Pena, o hidrante de parede não funcionou e, por isso, os responsáveis devem ser notificados. Durante o incêndio na loja Planeta Real, os bombeiros usaram o hidrante de passeio do prédio Executive Center.
A Águas Guariroba informou, por meio da assessoria de imprensa, que a instalação dos novos hidrantes deve ser baseada no Plano Municipal de Implantação de Hidrantes. Contudo, a concessionária diz que não tem conhecimento do plano, com o qual deveria colaborou na parte técnica, já que quando um hidrante é instalado há interferência no sistema de abastecimento de água.