Mato Grosso do Sul recebeu, neste ano, 2,5 mil caixas do medicamento Oseltamivir, conhecido comercialmente como Tamiflu, principal tratamento contra a influenza – a H1N1. Os dados são do Ministério da Saúde, que possui estoque estratégico do medicamento e mantém todos os estados abastecidos. Na tarde de sábado (25), a estudante Janaína Sonsim, de 20 anos, morreu com a suspeita de gripe H1N1.
Do estoque enviado ao MS, 1.600 caixas na fórmula para adultos (75 mg), 300 de 30 mg e 600 de 45 mg para uso pediátrico. Além disso, o estado possui em estoque de 7.312 tratamentos para adultos, 479 de 30 mg e 600 45 mg (fórmula infantil). Técnicos do Departamento de Assistência Farmacêutica do Ministério da Saúde monitoram os almoxarifados estaduais e, caso haja necessidade ou novas solicitações, mais remessas serão enviadas.
O medicamento é oferecido gratuitamente na rede pública e reduz complicações e óbitos pela doença. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, recomenda aos estados e municípios que facilite o acesso ao medicamento. Para isso, sugeriu que o antiviral seja disponibilizado em todas as unidades de saúde, nas UPAs, nos prontos socorros, entre outas. Para retirar o antiviral, basta apresentar a prescrição médica emitida tanto por médicos da rede pública como da rede privada.
O medicamento é recomendado a pessoas integrantes dos grupos que tenham condição ou fator de risco e que apresentem sintomas de Síndrome Gripal e Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) - como crianças menores de dois anos, gestantes, puérperas, indígenas, idosos, obesos e doentes crônicos - devem tomar o medicamento mesmo que não ocorra o agravamento da doença “O tratamento deve ser iniciado de imediato. Não se deve esperar a confirmação laboratorial ou o agravamento do caso”, explicou o ministro.