No primeiro teste na votação de matéria polêmica na Câmara Municipal de Campo Grande, a base aliada se acovardou ao virar as costas para o prefeito Alcides Bernal, ajudando a oposição a lhe impor grande derrota política. Até o líder do prefeito, vereador Marcos Alex (PT) não teve coragem de votar pela manutenção dos vetos às emendas que reajustaram o salário de setores do funcionalismo público.
O único a não abandonar Bernal foi o vereador Cazuza (PP). Ele acompanhou o entendimento da fundamentação jurídica do prefeito para vetar as emendas. A alegação é que o Legislativo não tem competência para aumentar despesa do município e, portanto, as emendas aprovadas são, em tese, inconstitucionais.
Mesmo sendo vaiado pelos servidores municipais que acompanhavam a votação, Cazuza foi a favor do vetos. “Há vícios jurídicos nessas emendas”, justificou o progressista.
O colega do PP, o vereador Chocolate, não teve a mesma coragem. Ele é outro aliado e companheiro de partido de Bernal que decidiu votar contra a derrubada dos vetos. “Tenho respeito pelo prefeito, mas não posso ir contra o povo”, explicou ele.
Ultimamente, Chocolate tem se mostrado bastante descontente com Bernal, inclusive, se recusou a assumir a Secretaria Municipal da Juventude para não ficar perto do prefeito.
Além de Chocolate, outros vereadores da base aliada votaram contra o veto: José Orcírio Miranda dos Santos (PT), Luiza Ribeiro (MD), Gilmar da Cruz (PRB), professora Rose Modesto (PSDB) e João Rocha (PSDB). Também na contra mão dos anseios do Executivo, Marcos Alex, acompanhou os demais aliados do prefeito Alcides Bernal, votando contra. “Eu estava apenas dando continuidade a votação dos colegas”, alegou o petista.
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