Integrantes do governo do Paquistão informaram hoje que um líder do Taleban paquistanês foi morto em um ataque de um avião não tripulado dos Estados Unidos na região do Waiziristão do Norte, no noroeste do país.
Na ação, pelo menos outros quatro militantes morreram. A região, que faz fronteira com o Afeganistão, é conhecida por abrigar tribos vinculadas ao grupo insurgente e à rede terrorista Al Qaeda. O território também é alvo constante de ações do governo paquistanês e ataques dos Estados Unidos.
Segundo fontes paquistanesas, o militante morto se chama Wali-ur-Rehman. Oficial graduado do Exército, ele foi preparado para suceder Hakimullah Mehsud como líder do Taleban no Paquistão.
As informações não podem ser confirmadas de forma independente devido à dificuldade de acesso às tribos onde ocorrem os ataques aéreos, cercadas por combatentes do Taleban que impedem a entrada de entidades independentes e jornalistas.
Chamado de Tereek-e-Taleban Pakistan, o grupo costuma realizar bombardeios e ataques armados contra militares e civis paquistaneses. O Taleban paquistanês é uma entidade separada, mas aliada, à sua versão afegã.
As autoridades locais afirmam que este foi o primeiro bombardeio americano desde as eleições legislativas no país, em 11 de maio. Os ataques de aviões não tripulados, conhecidos como drones, são consentidos pelo governo paquistanês, embora recebam críticas de opositores e organizações de direitos humanos.
De acordo com o instituto britânico Bureau of Investigative Journalism, os disparos efetuados por drones provocaram 3.587 mortes, incluindo mais de 800 civis, desde 2004 no Paquistão.
Na semana passada, o presidente americano, Barack Obama, anunciou que daria maior transparência no programa encoberto de drones, embora não tenha oferecido detalhes sobre as mudanças que seriam feitas no programa citado, até agora liderado pela CIA (Agência Central de Inteligência, sigla em inglês).