O presidente da Federação da Agricultura de Mato Grosso do Sul (Famasul), Eduardo Riedel, revelou que diante do clima de tensão por conta da demarcação indígena, está cada vez mais difícil segurar os ânimos dos produtores rurais. “Uma parte está querendo se organizar para fazer a retirada dos índios à força”, contou Riedel neste sábado (01) durante reunião entre fazendeiros, lideranças indígenas e o juiz auxiliar da presidência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e coordenador do Fórum de Assuntos Fundiários, Rodrigo Rigamonte, que acontece no Tribunal de Justiça.
“Não vamos aceitar o que está sendo feito pela Funai (Fundação Nacional do Índio). Não se conserta um erro cometendo outro”, declarou o presidente da Famasul. O encontro que acontece desde a manhã de hoje tem como objetivo traçar um acordo de paz para que não aconteçam mais conflitos em Mato Grosso do Sul.
Assim como outros indígenas que participam do encontro, o índio terena Alberto, da Aldeia Buriti, que fica em Sidrolândia, disse que não confia na presidente da República. “Eu votei na Dilma e a presidente não fez nada. O povo indígena perdeu a paciência. Pra gente a terra é mãe, pra vocês é negócio”. Alberto também convidou o juiz enviado pelo ministro Joaquim Barbosa para conhecer a aldeia, onde mora a sua comunidade.