A economista campo-grandense Elza Gomes dos Santos, 52 anos, morta com um tiro na cabeça na útlima sexta-feira em São Vicente (SP) pode ter transferido bens para terceiros antes de fazer a viagem para “buscar felicidade”, frase dita por ela à família ao partir com seu veículo para o litoral no mesmo dia em que foi morta. Os parentes suspeitam de envolvimento de pessoas no planejamento da viagem e na morte da mulher; a Polícia Civil na cidade, no entanto, acredita ter concluído o caso com a identificação de quatro pessoas envolvidas na morte. Uma está presa. A vítima tinha alguns imóveis em Campo Grande, além da casa própria onde vivia. A família recebeu o notebook e o celular de Elza nesta quarta-feira, aos quais a reportagem teve acesso. Ambos os aparelhos foram liberados pela polícia paulista depois de serem periciados. O computador de Elza estava com ela no veículo.
Entre os documentos salvos, havia uma carta sobre o estado emocional da economista, com descrição provavelmente feita por outra pessoa pois o texto estava com grafia incorreta de várias palavras. Elza tinha nível superior e escrevia bem segundo a família. Nas frases, ela explicava a intenção de mudar de vida e procurar a felicidade em um lugar mais bonito, como a praia. Ela também citava que se sentia mal, que estava com a alma sem rumo. “Isso está parecendo uma espécie de diagnóstico que alguém estava fazendo dela. Do emocional dela. Enfim, era presa fácil”, disse a irmã de Elza, Eliza Gomes Soares. A economista estava prestes a se aposentar. Ela começou a mudar de comportamento há cerca de 4 meses quando teve contato com pessoas ligadas a uma pastora evangélica. Ela comentou com a família que havia feito uma sessão de desapego e por 21 dias teria feito rituais para reafirmar essa nova postura de vida.
Nestas últimas semanas, a vítima vendeu todos os móveis e eletrodomésticos da casa e colocou no carro, um veículo Corsa, 4 portas, praticamente todas as roupas, bolsas e sapatos de seu guarda-roupa. “Está tudo aqui agora. Eu não entendo como tudo isso coube no carro. Ela estava de mudança e não falou nada pra gente”, citou a irmã. Outra irmã de Elza, Ivonete dos Santos, também acredita que a mudança de comportamento, com a insistência em falar que iria para a praia e de deixar tudo para trás em Campo Grande possa ter ligação com seu assassinato.
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