Das 15 pessoas que foram detidas ontem durante um protesto contra o aumento da tarifa do transporte em São Paulo, duas permaneciam presas na tarde de hoje.
De acordo com a Secretaria de Estado da Segurança Pública, um deles é um ajudante geral de 18 anos que foi preso sob acusação de danificar lixeiras da avenida Paulista e depredar a estação de metrô Trianon. Ele disse, segundo a polícia, que não tinha os R$ 3.000 para pagar a fiança estipulada.
O outro homem é um mecânico de 35 anos que foi preso quando ateava fogos em sacos de lixo e fazia barricadas durante a manifestação. Para ele, segundo a secretaria, não foi estipulada fiança.
Os presos foram levados inicialmente para o 78º DP (Jardins), mas depois foram encaminhados ao 2º DP (Bom Retiro).
Os outros presos foram liberados, alguns depois de pagar fiança e outros depois de prestar depoimento. Entre eles estava Altino de Melo Prazeres Júnior, presidente do Sindicato dos Metroviários.
Um estudante de 24 anos e um estagiário de 18, indiciados sob suspeita de dano ao patrimônio público, pagaram R$ 678 de fiança. Outros dois homens, presos acusados de depredar lixeiras e a estação, pagaram fiança de R$ 3.000.
Segundo a secretaria, dos 15 presos apenas seis foram indiciados.
O Movimento Passe Livre, que organizou o protesto, convocou outra manifestação para a tarde de hoje. O ato está marcado para as 17h no largo da Batata, em Pinheiros. Os manifestantes prometem parar o trânsito da avenida Faria Lima.
Procuradas, a Polícia Militar e a Guarda Civil Metropolitana informaram que não está previsto nenhum tipo de operação preventiva na região. A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) informou que, como ontem, não foi comunicada antecipadamente sobre nenhum bloqueio.