O fazendeiro Ricardo Bacha, dono da Fazenda Buriti, ainda não retirou as 350 cabeças de gado que mantinha na propriedade retomada no último dia 15 de maio pelos terena, palco do confronto entre índios e policiais na reintegração de posse, que resultou na morte do indígena Oziel Gabriel.
Enquanto os donos da Cambará, propriedade vizinha também reivindicada como terra indígena, conseguiram retirar mais de 1.200 cabeças, Bacha diz que sua entrada não foi autorizada. As 90 cabeças de gado que estavam na Fazenda São José, pertencente ao filho de Bacha e que também foi ocupada pelos índios também já foram retiradas.
Bacha pediu o apoio da Agência Estadual de Vigilância Animal e Vegetal (IAGRO) para vacinar o gado contra aftosa e retirar os animais. Algumas vezes podem ter sido abatidas pelos índios que até a última quinta-feira permaneciam acampados e usam a carne na alimentação. Tão logo foram informados da morte do terena Oziel Gabriel, os índios atearam nas casas que existiam na sede da propriedade, queimaram o trator, mas preservaram o mangueiro.
Das 12 propriedades retomadas pelos índios terena, quarto pertencente a familiares de Ricardo, dono da Fazenda Buriti. Estão ocupadas as Fazendas 3 R(transformada na aldeia 10 de aldeia; São José da Querência e agora mais recentemente, a São José. Ele se diz disposto a vender suas propriedades ao Governo Federal para serem entregues aos índios, desde que seja pelo valor de mercado.