Cerca de 50 alunos, entre meninos e meninas, vestiram saia hoje para assistir às aulas no colégio particular Bandeirantes, uma instituição tradicional da zona sul da capital paulista. A ação foi em protesto contra preconceito de que teriam sido vítimas dois estudantes, na semana passada. As informações são da Agência Brasil.
Na última quinta-feira, o aluno João Fraga, 16 anos, vestiu-se com roupas femininas para a festa junina do colégio. Segundo os estudantes, porém, João foi repreendido pelo professor de biologia Juvenal Shalch, que pediu ao aluno para que se retirasse da sala e trocasse de roupa. Posteriormente, Shalch comentou com outros colegas da turma que João confundiu a festa caipira da escola com a Parada Gay, que ocorreu no domingo retrasado em São Paulo.
O professor confirmou ter feito o comentário, mas informou que não teve a intenção de parecer preconceituoso. "Eu falei para o João: assim você não vai entrar. O Bandeirantes não é uma escola de bairro. Nós temos alunos que são budistas, desde o judeu ortodoxo ao liberal, adventistas e muitos não admitem", disse.
O professor declarou também que não esperava tamanha repercussão na imprensa. "Nós estamos, hoje, presos a ditadura do politicamente correto. Qualquer coisa que você fala sem querer é motivo de falsas interpretações", acrescentou.
O Colégio Bandeirantes não impõe uso de uniformes e, de acordo com Emerson Bento Pereira, coordenador de Relações Institucionais