Um dos melhores caminhos naturais para se conhecer a biodiversidade do Pantanal, a Estrada Parque, unidade de conservação situada em Corumbá, começa a ser preparada para receber milhares de turistas estrangeiros atraídos pela Copa do Mundo e Olimpíadas, que acontecerão no Brasil em 2014 e 2016. Estrutura, sustentabilidade e profissionalização formam o tripé do seu plano de manejo.
A estrada ecológica criada em 1992 não saiu do papel por falta de ação governamental. Mesmo assim, um grande número de empreendimentos se instalou ao longo de seus 120 quilômetros oferecendo atrativos naturais e histórico-culturais que o visitante vivencia a todo momento. O seu traçado, por si só, é um legado deixado pelo sertanista Rondon, ao abrir uma picada para ali passar a linha telegráfica, no final do século 19.
O caminho rústico, com 72 pontes de madeira por onde ocorrem as vazantes, cruzando uma das regiões mais ricas em fauna e flora da planície – a Nhecolândia -sempre atraiu o estrangeiro. Porém, o importante destino de ecoturismo ainda não se consolidou por falta de comunicação, acesso o ano todo, energia elétrica e credibilidade. Observar animais, aves e pássaros não é o único requisito de um bom roteiro.
Estrada Real
O primeiro grande passo para efetivamente implantar a Estrada Parque – e a partir daí torná-la um destino organizado para receber milhares de visitantes – foi anunciado esta semana com o funcionamento de seu comitê gestor, cujo presidente, João Venturini Junior, 42, é empresário na região. “Pela primeira vez (o Estado e o Município) estão dando a devida atenção a nossa estrada”, diz ele.A prefeitura de Corumbá tem um projeto ousado: o de transformar a unidade em um produto semelhante ao da Estrada Real (Parati-Minas Gerais), valorizando não apenas os recursos naturais, mas a cultura do homem pantaneiro, o artesanato, os monumentos (como o posto telegráfico instalado por Rondon na beira do Rio Paraguai, Porto da Manga, em 1904), as comitivas de gado.
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