As vítimas dos estragos do temporal do último domingo (16) vão acionar a Justiça contra a Prefeitura de Campo Grande. Ao menos três pessoas já conversaram com advogados para entrarem com ação devido a queda de árvores que, segundo eles, estavam condenadas e já tinham pedidos protocolados junto à administração municipal para que fossem retiradas.
O morador do bairro Coophatrabalho, Paulo de Almeida, 65 anos, afirmou que está juntando as fotos do dia do estrago para montar o processo. Sua esposa, Loris Maluf de Almeida, 84 anos, ficou presa em casa porque a copa da árvore que ficava na calçada de frente atingiu o portão.
“A árvore já estava condenada e minha esposa ficou presa lá dentro e sem poder ser atendida depois de ter se machucado”, lamentou. Há pelo menos um ano, Paulo e também outros vizinhos acionaram a prefeitura porque temiam que a árvore caísse, mas não foram atendidos.
Também na Coophatrabalho, a funcionária pública Sônia Ferreira da Silva, 50 anos, vai iniciar processo administrativo contra a prefeitura. Ela mora na Rua Extremosa, última do bairro e de frente com a Avenida José Barbosa Rodrigues, onde no canteiro lateral há várias árvores. “Tenho nas mãos o pedido de retirada da árvore protocolado na prefeitura”.
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