Faltando poucos minutos para o início da manifestação na Praça do Rádio Clube, em Campo Grande, o Governo, a Águas Guariroba e a Prefeitura de Campo Grande são os maiores alvos nas cartolinas e painéis de plásticos erguidos pelas pessoas.
Estudantes, professores e demais profissionais iniciam a concentração.
“Corrupção é o câncer do Hospital Alfredo Abrão”, ''Bernal padeiro, o vendedor de sonhos'', ''Queremos reforma política e tributária'', “Saúde pede socorro'', ''O povo despertou” - são algumas das frases.
Debaixo do voo de quero-queros, Antônio Vicente de Paula, 68 anos, três filhos, três netos e uma bisneta, paranaense de Centenário do Sul e técnico em segurança do trabalho, ergue sua cartolina com os dizeres: “Iluminação + água + esgoto = roubo”.
Ao lado dele, o morador da Vila Piratinga ergue o seu cartaz: “Mente vazia, oficina do Governo”.
A saúde pública ocupa o topo das manifestações, entre ensaio de vaias e alguns olhares para o céu pois há possibilidade de chuva.
Um cartaz protesta: “O maior hospital público do centro-Oeste tem déficit de R$ 3,5 milhões mensais”.
Outro cartaz reforça a campanha do saneamento básico a preço acessível: “Taxa de esgoto a 70% é roubo. Tem que derrubar o culpado”.
Heriston Dantas, 38 anos, casado, leiturista de energia, desabafa: “Ninguém suporta mais o salário dos políticos; isso é a falência do país”.
O maracajuense Heriston acrescenta: “Eu também acho que o povo não consegue pagar taxas e impostos tão altos. O culpado disso é o Governo”.