Quatro manifestantes ocuparam a tribuna da Câmara Municipal de Campo Grande nesta manhã, depois que o vereador Paulo Siufi (PMDB) pediu que o grupo se organizasse e fizesse uma comissão para falar sobre suas reivindicações.
O primeiro a usar o espaço foi Mário Galvão, que pediu aos parlamentares que deixem de ser subserviente ao Governo e ouçam a voz das ruas.
Já Fábio Lechuga disse que a revolta dos manifestantes é com a classe política como um todo. “O Brasil é o Pais do futebol e nós amamos o futebol, mas amamos mais nossos filhos, que precisam de saúde, educação e segurança pública”, desabafou.
Em seguida, Maristela Loureira criticou o café servidos aos parlamentares. “Quando a gente abre o jornal e vê que o café da manhã dos vereadores custa R$ 76 mil acha um absurdo. Sou casada, tenho dois filhos e não tenho condições de ter esse café da manhã. Tem escolas recebendo carne estragada, enquanto os vereadores recebem água de coco”, comparou, finalizado com a explicação de que a a luta do grupo é pela desigualdade.
Por fim, Karoline Moreira também reivindicou contra o café de luxo. “Temos hoje 14 mil crianças esperando vagas no Ceinf e quando você acha que o Ceinf tem boa qualidade, percebe que as crianças não têm boa alimentação”, criticou.
Depois que os quatro manifestantes usaram a tribuna, os vereadores abriram para a Ordem do Dia e o grupo se dispersou.