O pecuarista Oswaldo José de Almeida Júnior foi condenado a 19 anos de prisão em julgamento realizado nesta terça-feira, em Campo Grande. Ele é acusado de mandar matar o advogado Nivaldo Nogueira de Souza no dia 23 de março de 2009, em Costa Rica (MS). Ele já estava preso por ter encomendado uma tentativa de homicídio contra sua ex-mulher.
O júri o considerou culpado pelo crime de homicídio doloso, pelo motivo torpe (com requintes de crueldade), afastando a qualificadora do recurso que dificultou a defesa da vítima. Já quanto à acusação de formação de quadrilha, o réu foi absolvido.
A sentença foi dada pelo juiz Carlos Alberto Garcete, da 1ª Vara do Tribunal do Júri.
Condenados
Michel Leandro dos Reis, acusado de ser o executor dos disparos contra a vítima, foi condenado a 14 anos de reclusão e absolvido pelo crime de formação de quadrilha. Já David da Silva Rosendo, que não tem antecedentes, recebeu a sentença de 14 anos e dois meses, referente aos crimes de homicídio qualificado e formação de quadrilha.
O também acusado, que possui antecedentes criminais, Francisco Pereira Feitosa, foi condenado a 14 anos por homicídio qualificado e mais dois por formação de quadrilha, totalizando 16 anos de reclusão.
Crime
David da Silva Rosendo, pilotando uma motocicleta, teria conduzido Michel Leandro dos Reis até um estabelecimento comercial no centro de Costa Rica, onde o advogado estava. Eles teriam ficado de tocaia na esquina.
Ainda conforme a denúncia, Francisco Pereira Feitosa teria passado de carro e avisado que o homem estava no bar. Os dois primeiros passaram de moto em frente à lanchonete, mas resolveram dar mais uma volta.
A seguir, David subiu com a moto na calçada em frente ao estabelecimento; Michel desceu e, após certificar que era o advogado, sacou a arma e desferiu tiros a curta distância, um deles atingiu a cabeça de Nivaldo. Depois, os dois teriam fugido e duas quadras depois Michel entrou no carro de Franciso.
Segundo a acusação, o pecuarista teria contratado Edoildo Ramos para intermediar a contratação dos executores. Edoildo foi julgado e absolvido das acusações.