Cristiane Rizkallah defende que o município tem obrigação de dar assistência a estas famílias. “É igual vaga em hospital. A Assistência Social do município é gestão plena, se não tem vaga na instituição pública ou conveniada, o município tem de custear a vaga na rede particular”.
Entidades
A coordenador do Lar do Idoso Sirpha, Maria Cristina Gomes de Oliveira, afirma que desde o início do ano não recebe recursos do Fundo Municipal de Assistência Social. A entidade abriga 46 idosos gratuitamente, cuja manutenção é custeada pelo município. Outras 11 pessoas pagam mensalidade para viver na casa. “Recebíamos R$ 53 mil por ano, mas neste ano a nossa verba caiu para R$ 24 mil”.
Maria Cristina conta que a diretoria já tentou audiência com o prefeito Alcides Bernal (PP) para relatar a situação, mas não foi atendida. Os diretores conversaram com a secretária de Assistência Social, Thais Helena, e com vereadores, mas não conseguiram reverter o corte no repasse e nem forçar a liberação do pagamento. “Estamos à deriva. A casa está mantendo os idosos com doações e empréstimos”.
Ednéia Couto, coordenadora da Associação dos Amigos da Casa de Abrão, que cuida de 21 idosos, afirma que não houve corte no repasse feito para a entidade. Mas admite que a casa não tem condições de abrigar mais nenhum idoso. “É a nossa capacidade máxima”.