“Se precisar de atendimento médico no posto a pessoa morre; não tem como saber a hora que vamos ficar doentes”, o desabafo é da idosa Elvia Ribeiro Toledo, de 64 anos, que encontrou as portas fechadas do posto de saúde do Bairro Universitário em uma terça-feira.
A aposentada, que sofre de diabete, conta que resolveu sair mais cedo de casa, às 10h, para buscar o resultado de um exame. Mas, depois de pegar dois ônibus, foi surpreendida com o fechamento da unidade para o intervalo de almoço - entre 11h e 13h.
“Agora vou ter que esperar abrir”, disse Elvia, enquanto aguardava sentada na mureta na frente do posto. O problema é que ela necessita se alimentar a cada três horas, devido à dieta especial em decorrência da doença. “Estou com medo de passar mal, pois não vou almoçar no horário. E na semana passada desmaiei numa clínica onde fui fazer um exame”, relatou.
A situação de Elvia mostra um dos problemas enfrentados por quem necessita da rede de saúde pública, que é a burocracia para atendimento médico.