O tiro que matou o índio Oziel Gabriel Alves, 35, um mês atrás, na operação que cumpria mandado de reintegração de posse, na fazenda Buriti, em Sidrolândia, teria sido disparado por um policial federal.
A hipótese é reforçada em quase todos os depoimentos de ao menos duas dezenas de índios que estavam dentro da fazenda quando policiais militares e federais cercaram a área e determinaram a saída dos terena.
Os índios enfrentaram o propósito dos policiais, que reagiram, segundo os militares, com munições de borracha e bombas de lacrimogênio.
Um dos defensores da versão que aponta algum policial federal como o atirador, é Otoniel Terena, 32, irmão de Oziel, que levou um tiro na barriga, foi socorrido por vizinhos e morreu assim entrou no hospital de Sidrolândia.
“Eu estava ao lado dele [Oziel] e, a nossa frente, havia um grupo de policiais federais. A gente suspeita desse grupo. Já eu tenho plena convicção que foram os policiais federais que atiraram”, disse Otoniel, líder da comunidade terena, composta por cerca de de 4,5 mil índios.
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