Cidades

WANTUIR JACINI:

Esclarecer morte de Paulo Magalhães é ‘questão de honra’

Esclarecer morte de Paulo Magalhães é ‘questão de honra’

Redação

03/07/2013 - 00h00
Notícia sem imagem

O secretário de Justiça e de Segurança Pública, Wantuir Jacini, classificou ontem o desfecho da investigação no caso do assassinato do ex-delegado Paulo Magalhães como “uma questão de honra para a polícia”. Magalhães era aposentado do cargo no Estado e foi morto com seis tiros no último dia 25 enquanto aguardava sua filha que saía da escola, na Rua Alagoas, quase esquina com a Rua da Paz. 

“Há quatro delegacias empenhadas nas buscas pelos culpados, mas o comando fica com a Delegacia de Homicídios. Estamos levantando informações e o objetivo é esclarecer o mais breve possível esse crime”, declarou o secretário ao Correio do Estado.

Paulo Magalhães atuava – depois da aposentadoria na Polícia Civil – como advogado criminalista, professor universitário e também havia fundado uma ONG de denúncias de corrupção no poder público local, a Brasil Verdade. “Ele não pertencia mais ao quadro atual da Polícia, mas era um delegado. O caso recebe toda a atenção necessária, se for preciso mais viaturas, materiais, nós vamos prontamente atender à demanda para contribuir com o desfecho das investigações”, declarou o secretário.

Rigor 

Em Campo Grande, a Ordem dos Advogados do Brasil no Estado (OAB/MS) que constituiu uma comissão para acompanhar o caso, encaminhou ofício solicitando rigor nas investigações para o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, a ministra chefe da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Helena Hoffmann, e por último à Comissão Interamericana de Direitos Humanos.

Ontem, o deputado estadual Cabo Almi (PT) também fez pronunciamento em sessão da Assembleia Legislativa (AL) para “exigir providências do governo estadual e da Sejusp sobre os crimes de ‘pistolagem’ em Mato Grosso do Sul”, segundo nota divulgada pela assessoria da AL.  

As investigações no caso Magalhães correm em segredo de Justiça. Testemunhas são ouvidas e imagens de câmeras próximas ao local do crime são periciadas. Um dossiê entregue por Magalhães ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), contendo denúncias, também pode auxiliar nas buscas. 

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