Vereadores defenderam o cancelamento da distribuição do kit frutas para o prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), da mesma forma que acabaram com o lanche na Câmara Municipal. A Mesa Diretora do Legislativo suspendeu o lanche depois da pressão de populares. Hoje, Bernal gasta mais de R$ 1,4 mil para consumir frutas, enquanto faltam alimentos básicos nos Ceinfs (Centros de Educação Infantil) para as crianças. Para os 29 vereadores, o gasto mensal do café da manhã (lanche) a Câmara Municipal gasta a média de R$ 7 mil. Proporcionalmente, as frutas para o prefeito saem mais caras para o contribuinte.
O presidente da CPI do Calote, vereador Paulo Siufi (PMDB), sugeriu ao prefeito fazer o mesmo que o Legislativo de suspender o fornecimento de frutas. “Tem que partir dele. A Câmara julgou melhor extinguir, a prefeitura que tem que julgar isso também”, afirmou o peemedebista. Embora a comissão parlamentar tenha revelado o fornecimento de frutas à prefeitura, o documento apresentado não continha detalhes como o período de prestação de serviços. O contrato apenas detalhava o nome dos dez tipos de frutas, além de leite condensado e barra de cereal.
O vereador Chiquinho Telles (PSD) foi duro na sua crítica. “Falta laranja para as crianças e o cara (Bernal) quer comer lichia?”, criticou. Ele ainda ressaltou que, além dos tipos de frutas, tudo é pago com dinheiro público. “Esse é dinheiro público, o prefeito tem acabar como acabou para os vereadores”, engrossou o coro com o presidente da CPI do Calote.
Por outro lado, Edson Shimabukuro (PTB) foi mais ameno quanto a acabar com o lanche do prefeito. “É justo que ele tenha lanche, lógico que se for exagerado tem que diminuir”, ponderou o vereador. O líder do prefeito, petista Marcos Alex, disse que para Bernal gastar R$ 1,4 mil com frutas não é tão importante. “Este assunto é o menor dos problemas e ele não deu tanta importância para isso”, pontuou.