A CPI do Calote aprovou a convocação do procurador-geral do Município, desembargador aposentado Luiz Carlos Santini, para depor segunda-feira às 9 horas e verificou dentre os documentos encaminhados pela prefeitura indícios de superfaturamento e fraudes em dois contratos. Os valores divergem daqueles apresentados na licitação. O que mais chamou atenção do relator, vereador Elizeu Dionizio, é a compra de gás. No leilão eletrônico, o valor apresentado pela empresa vencedora foi de R$ 30, mas na hora de assinar o contrato foi elevado para R$ 40 o botijão.
Outro caso foi a contratação para impressão de pastas para os alunos da rede municipal de ensino. O valor do contrato é de R$ 1,61 a unidade. O relator ligou para as empresas – Gráfica Espaço e D Rezende – e apurou valor mais de cinco vezes menor, de R$ 0,31. Além disso, foram feitos dois pedidos de impressão e, na avaliação do relator, se as 40 mil impressões fossem feitas juntas, a prefeitura poderia ter gasto três vezes menos por causa do desconto no custo. Para Elizeu, há graves indícios de superfaturamento e fraude contratual. O relator não quis entrar em detalhes do conteúdo dos contratos.
Leia mais no jornal Correio do Estado