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Desmatamento na Amazônia Legal sobe 370% em 1 ano

Desmatamento na Amazônia Legal sobe 370% em 1 ano

Redação

08/07/2013 - 02h00
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O desmatamento na Amazônia Legal cresceu 370% na comparação de maio com o mesmo mês de 2012. Os dados levantados pelo Sistema de Detecção de Desmatamentos em Tempo Real (Deter) mostram que a retirada de floresta nativa alcançou 464,96 quilômetros quadrados, enquanto há um ano havia sido de 98,85 km². No acumulado de agosto a maio, o desmatamento alcança 2.337,78 km², 35% a mais que no período anterior.

O aumento drástico entre um ano e outro aparece mesmo com a cobertura de nuvens menor. Em 2012, a visibilidade era de 68%. Em 2013, de 59%. Em toda a região, apenas Acre e Amapá aparecem como tendo reduzido as áreas de desmatamento. Mais uma vez, as maiores áreas desmatadas são em Mato Grosso - apesar da ressalva feita pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) de que o Estado não tinha cobertura de nuvens durante a captação. Os maiores crescimentos, no entanto, aparecem no Maranhão, que aumentou em 123% as áreas desmatadas, e no Amazonas, com 77%.

O coordenador-geral de Desmatamento do Ibama, George Ferreira, considera os dados preocupantes, mas afirmou acredita que não devem se confirmar como desflorestamento corte raso, aquele que é considerado para as estatísticas finais do governo federal, porque, na maior parte, são áreas degradadas e não totalmente derrubadas. "Mais de 70% das detecções representam degradação."

O Deter, usado para dados mensais de desmatamento, funciona como um sistema de alerta para a fiscalização e capta somente áreas superiores a 25 hectares. Já O Prodes - outro sistema de detecção de desmate - é mais preciso, pega áreas de 20 a 30 metros e é usado para o cálculo final do desflorestamento.

Áreas degradadas são aquelas onde a vegetação nativa foi alterada. Uma verificação in loco do Ibama mostra que, na maior parte delas, essa degradação foi causada por fogo, seja para limpar a área e proceder depois ao desmatamento, seja porque "escapou" de área próxima que era queimada. "Uma área degradada se recupera muito mais fácil que o corte raso. O cuidado que precisamos ter é para que essa degradação não se transforme em corte raso", afirmou Ferreira.

O diretor de Fiscalização do Ibama, Luciano Evaristo, afirma que o desmatamento que se concentrava nos períodos de seca tem se estendido à época das chuvas, quando os desmatadores acreditam que a fiscalização não será tão rígida. "Só que estamos mantendo o trabalho durante todo o ano. De agosto a maio já foram aplicados R$ 1,7 bilhão em multas e foram embargados 236 mil hectares de áreas com desmatamento ilegal", disse ele.

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