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CFM diz que médicos se sentem traídos por Padilha após vetos

CFM diz que médicos se sentem traídos por Padilha após vetos

Redação

11/07/2013 - 20h00
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O presidente do CFM (Conselho Federal de Medicina), Roberto D'Ávila, afirmou hoje que a presidente Dilma Rousseff foi "muito mal assessorada" ao vetar trechos da lei do "Ato Médico", "revelando incompetência do seu assessor para a saúde".

Perguntado sobre a quem exatamente se referia, D'Ávila apontou para o ministro Alexandre Padilha (Saúde). "Só existe um assessor na área da saúde próximo a ela, infelizmente é um médico".

O presidente do conselho questionou a intenção política do ministro tanto pelo veto parcial quanto pelo programa "Mais Médicos", lançado na última segunda-feira e que propõe a abertura do país ao médico estrangeiro. "Penso que é motivado por interesses outros, talvez eleitorais", disse hoje em coletiva.

Nos onze anos de tramitação, o projeto do "Ato Médico" foi fortemente defendido pelo conselho e rejeitado pelas demais profissões da saúde.

D'Ávila afirmou que os médicos se sentem traídos pelos conselhos das demais profissões da saúde, que teriam fechado um acordo em torno do texto aprovado pelo Congresso, e pelo próprio ministro Padilha.

Frente a isso, o presidente do CFM diz que vai propor ao plenário do conselho que a entidade abandone todas as comissões e câmaras técnicas que integra na esfera do governo federal. "Há uma grave crise (...) Não há mais confiança."

D'Ávila disse que os médicos tentarão mobilizar o Congresso, para que derrube os vetos "autoritários" que criaram uma lei "mutilada" e vazia, na sua avaliação.

"[A lei] é um monstro que fala em coisas, tira coisas do médico, não diz o que é privativo. Não sei dizer o que significa, não significa nada", disse.

Para o CFM, os vetos parciais não vão dar autorização para que as demais profissões da saúde passem a realizar procedimentos que não faziam até então. "As outras profissões continuam com as restrições de suas leis."

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