Por trás de uma das mais relevantes licitações, em torno de R$ 20 milhões, já promovidas pela Prefeitura de Campo Grande, a do transporte urbano, com validade até 2033, existe uma manobra tão obscura quanto a recente escolha da distribuidora para abastecer com merenda às creches e escolas municipais da cidade.
Conforme matéria publicada na edição deste domingo (24) no Correio do Estado, uma empresa que nem sequer participou da concorrência para atuar no transporte coletivo, a Auto Viação Floresta Cidade de Rio Branco, puxa passageiros todos os dias aqui em Campo Grande.
E entre a empresa de ônibus e a distribuidora de merenda há uma curiosidade particular: elas foram criadas em datas próximas às aberturas das concorrências públicas.
A Salute Distribuidora de Alimentos, que vai levar comida às crianças e estudantes, no caso, existe no papel, mas em seu armazém, perto da rodoviária nova, não há até agora um sequer grão de arroz ou pote de leite. E pela proposta da prefeitura, definida sem licitação, em caráter emergencial, a distribuidora deve ter um estoque de algo em torno de 600 toneladas de gêneros alimentícios.
A licitação do transporte urbano foi aberta em agosto do ano passado. Ocorre que somente um mês depois, com o certame em andamento, é que a Viação Floresta Cidade de Rio Branco, segundo informação da Junta Comercial de Mato Grosso do Sul (Jucems), foi criada para atuar aqui no Estado.