O Ministério Público de Mato Grosso do Sul pediu cópias do contrato da Salute Distribuidora de Alimentos Ltda., microempresa de Campo Grande, aberta em abril passado com capital de R$ 50 mil e que dois meses depois, em junho, virou parceira comercial da Prefeitura de Campo Grande, num negócio que envolve em torno de R$ 5,8 milhões, conforme reportagem desta quarta-feira (17) do jornal Correio do Estado.
A Salute venceu duas concorrências para abastecer com alimentos creches e escolas municipais, uma delas por meio de pregão presencial, na soma de R$ 1,5 milhão, outra de R$ 4,3 milhões, sem enfrentar o processo licitatório.
“Vamos avaliar os papéis e, a partir daí, que direção dar a investigação”, disse o promotor do caso, Fabrício Proença Azambuja. A Central Municipal de Compras e Licitações tem 12 dias, a partir de hoje, para entregar os documentos ao promotor.
Se enxergar irregularidade, o promotor instaura inquérito, segundo a reportagem de Celso Bejarano e Milena Crestani.
Erico Chezini Barreto, um dos donos da empresa, disse, na semana passada, que o galpão foi alugado recentemente e que o seu sócio, Aldoir Luis Czizeski, viajava para o Sul do País, onde negociava alimentos para fornecer à prefeitura.