O plenário do Conselho Federal de Medicina (CFM) decidiu nesta sexta-feira (19) que a entidade irá se retirar de todas as comissões e grupos de discussão gerenciados pelo governo federal sobre temas ligados à classe médica. O anúncio do conselho que representa os médicos brasileiros ocorre no mesmo dia em que a Federação Nacional dos Médicos (Fenam) informou sua saída dos colegiados federais.
A categoria reclama de ter sido traída pelo Executivo por conta dos vetos parciais da presidente Dilma Rousseff à Lei do Ato Médico, que determina atividades exclusivas aos profissionais da medicina. Os 28 conselheiros da entidade médica referendaram a proposta apresentada pela direção em reunião nesta manhã, na sede do CFM.
Os representantes dos médicos também se incomodaram com a publicação, na semana passada, da medida provisória que criou o programa Mais Médicos. A iniciativa do governo pretende contratar 10 mil médicos suprir regiões do interior do país e das periferias de grandes cidades que registram déficit de profissionais.