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Delegado-geral sai do cargo após denúncia de tortura

Delegado-geral sai do cargo após denúncia de tortura

Redação

23/07/2013 - 16h45
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Dias depois de dez policiais serem presos no Paraná por suspeita de tortura, foi destituído do cargo, na noite de ontem, o delegado-geral da Polícia Civil do Estado, Marcus Michelotto.
Michelotto, que estava na função desde janeiro de 2011 -quando tomou posse o atual governador Beto Richa (PSDB)-, afirmou, em comunicado aos policiais, que sua saída foi decidida "em comum acordo" com a Secretaria da Segurança Pública.

"Momento de oxigenação, novos rumos e novos desafios", afirmou o delegado, que irá assumir outras funções na corporação.

Nas últimas semanas, a Polícia Civil do Paraná foi alvo de uma denúncia de tortura contra quatro suspeitos de estuprar e matar a adolescente Tayná Adriane da Silva, 14, no final de junho.

A OAB e o Ministério Público confirmaram que os quatro rapazes presos e indiciados sob suspeita do crime foram agredidos e não estavam na cena do crime, segundo exame de DNA.

O envolvimento deles no episódio ainda é investigado, mas os quatro foram liberados pela Justiça e estão sob a guarda do programa de proteção a testemunhas.

No total, 15 pessoas estão presas preventivamente acusadas de participarem das torturas para que os homens confessassem, incluindo dez policiais civis. Eles negam as acusações.

No lugar de Michelotto, assume o delegado Riad Braga Farhat, atualmente na Divisão Estadual de Narcóticos e ex-delegado do Grupo Tigre (esquadrão antissequestro da Polícia do Paraná).

A Secretaria da Segurança Pública não irá se manifestar sobre a troca, nem comentou se ela está relacionada às investigações do caso Tayná.
 

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