A Enersul negou que esteja tentando dar um “calote” nos produtores rurais de Mato Grosso do Sul, que teriam cerca de R$ 480 milhões a receber da empresa, pelo ressarcimento de redes instaladas em suas propriedades. A concessionária afirmou que, o pedido de caducidade da dívida, feito à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), foi para evitar um aumento da tarifa de energia no Estado, pois, se tiver que pagar o montante, a empresa terá que fazer uma espécie de “vaquinha” - ilegal segundo especialistas - entre todos os consumidores de MS. A matéria está na edição de hoje (23) do jornal Correio do Estado.
Na resposta enviada por e-mail ontem, ao Correio do Estado, o atual interventor Jerson Kelman, afirma que o pedido de caducidade de dívidas do tipo e a incorporação das redes ao patrimômio da Enersul enviado por ele em junho, à Aneel, beneficiaria os consumidores de Mato Grosso do Sul, pois impediria o aumento da tarifa de energia elétrica no Estado.
De acordo com o texto - que cita apenas R$ 70 milhões omitidos pela Enersul e reconhecidos pela intervenção no balanço patrimonial de 2012, e não toca nos 35 mil quilômetros identificados por uma fiscalização da Aneel, que representam mais de R$ 400 milhões aos produtores rurais – a empresa está fazendo “rigorosa auditoria individualizada de cada um dos pleitos”. A reportagem é de Adriana Molina.