A DígithoBrasil Soluções em Sofware Ltda., empresa investigada pelo Ministério Público Estadual por suposta irregularidade e superfaturamento em contratos firmados de 2004 para cá com a Agência Habitação Popular (Agehab), que gerencia a construção e distribuição de moradias populares em Mato Grosso do Sul, mantém negócios milionários com órgãos públicos municipais, estaduais e federais. A reportagem está na edição desta quinta-feira do jornal Correio do Estado.
Na clientela da empresa, que até uma década atrás tinha R$ 2 mil como capital social, aparecem setores importantes e de sustentação do governo de André Puccinelli (PMDB), como a Secretaria Estadual de Educação, Secretaria de Fazenda e Sanesul.
A Dígithos presta também serviço ao Tribunal de Contas do Estado, corte que existe para combater a corrupção, Empresa Municipal de Habitação (Emha) e ainda ao Tribunal Regional do Trabalho, instituição federal.
Pesquisa simples feita pela internet revela que entre o ano de 2008 e dezembro do ano passado, a DígithosBrasil recebeu em torno de R$ 52,5 milhões, recurso saído do cofre estadual.
Deputados
Os deputados estaduais Amarildo Cruz (PT) e Carlos Marun (PMDB), este licenciado, hoje chefe da Agência Popular de Habitação (Agehab), disseram que é papel do Ministério Público Estadual (MPE) o de investigar, mas discordaram das suspeitas levantadas contra eles.
Os dois viraram réus na ação movida pelo MPE que suspeita de superfaturamento nos contratos da Agehab com a DígithoBrasil Soluções em Software Ltda. A reportagem é de Celso Bejarano.