O caos na saúde pública continua a revoltar a população campo-grandense. Deste vez, a falta de médico ocorreu na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Bairro Universitário, onde pelo menos cem pessoas esperaram por até seis horas, para atendimento.
Revoltados, com dores ou passando mal, alguns paciente desistiram da espera e foram para outras unidades de saúde na esperança de conseguir atendimento.
A aposentada Maria dos Santos, 67 anos, foi com a neta Laura, 7 anos, na UPA. Apesar das duas estarem doentes, apenas a idosa conseguiu ser atendida. Isso depois de mais de seis horas de muita paciência no banco de espera.
“Estou com febre e dor no corpo, mandaram eu fazer um exame de sangue. Mas, minha neta que está com febre e tosse não foi atendida. Alegaram que só teria pediatra à noite”, disse, a aposentada, enquanto deixava o posto às 15h20. Ela chegou às 9h.
O pecuarista Valdemar Pereira, 68 anos, também não conseguiu atendimento para os netos Nicolas, 4 anos, e Rodrigo, 8 anos, que se queixavam de febre e dor de cabeça. A família mora numa fazenda distante 62 km da Capital.
Para não perder a viagem, a única saída foi tentar a sorte em outra unidade de saúde.
“Vou lá na Vila Almeida tentar um médico, ainda bem que tenho carro. Mas e quem não tem? Isso é relaxismo do serviço público, pagamos nossos impostos”, protestou Pereira.
O servente Adilson de Oliveira, de 40 anos, também, aguardava por atendimento há mais de duas horas. Com fortes dores na coluna, ele sequer conseguia ficar de pé. “Estou sentindo muita dor, não estou aguentando. Isso aqui não é emergência?”, questionou.