Duas mulheres foram estupradas em Campo Grande num intervalo de menos de 20 horas. O primeiro caso aconteceu por volta das 12h40min de ontem (30), no Bairro Jardim Campo Alto, enquanto o segundo ocorreu às 7h desta quarta-feira (31), no Bairro Santo Antônio.
Na primeira situação, a vítima de 18 anos estava em sua residência quando um homem bateu palmas. Ao atendê-lo, ele a rendeu colocando em seu pescoço uma lâmina normalmente usada para barbear.
A vítima, que tem um filho de três anos e outro de três meses, foi levada para o interior da casa. O homem colocou a criança mais velha para fora do imóvel, enquanto o bebê ficou no carrinho.
Depois de praticar o crime, ele pegou R$ 10 em moedas que estavam na casa e fugiu deixando no local um pote de mel.
De acordo com a jovem, o estuprador é moreno, tem entre 25 e 30 anos, magro, não tinha um dente, e, na ocasião, vestia calça jeans azul desbotada, camiseta roxa, sapatênis vermelho, touca preta e exalava mau cheiro.
Já por volta das 7h de hoje, uma jovem de 20 anos estava em casa, no Bairro Santo Antônio, quando ouviu alguém bater na porta. Como ela cuida de uma criança, pensou que fossem os pais chegando para deixar a menina no local. Ela então atendeu.
O homem perguntou se o marido dela estava em casa. Ela disse que não e ainda tentou empurrar a porta, mas ele a rendeu com uma faca e a levou para dentro do quarto, onde cometeu o crime. Em seguida, fugiu levando um aparelho celular e algumas moedas que estavam em um copo.
Conforme a vítima, o criminoso tem aparentemente 25 anos, negro, 1,7 metro de altura, usava boné, short, camiseta e também exalava mau cheiro.
Investigação
A titular da Delegacia Especializada em Atendimento a Mulher (Deam), Rosely Molina, explicou que as duas situações são parecidas por conta da surpresa das vítimas, mas se diferem no modo de atuação.
“Em um dos casos o homem estava vendendo mel e abordou a vítima com uma lâmina. No segundo, o rapaz bateu na casa e ela abriu a fresta da porta. Ele disse que queria conversar com ela e com o marido a respeito de uma situação e quando ela falou que o marido não estava ele a empurrou para dentro”.
A delegada disse que trabalha com a possibilidade de serem suspeitos diferentes. Ela explicou ainda que no primeiro momento a prioridade é o atendimento as vítimas. “Vamos ouvi-las no tempo delas. Primeiro serão submetidas a exame de corpo delito, levadas ao posto para tomar o kit anti DST e depois ao local do crime para tentar encontrar algum vestígio”, comentou Rosely Molina.