Cleyton dos Santos, de 27 anos, e Jhonnatan Silva Vieira, de 32, foram presos ontem (01) durante investigação da morte do traficante Maurílio Braga da Rocha, de 30 anos, encontrado morto com requintes de crueldade no dia 19 de junho deste ano. As prisões resultaram de um trabalho feito em conjunto por equipes da 4ª Delegacia e também da Delegacia Especializada de Repressão do Narcotráfico (Denar).
Investigadores cumpriam mandados de busca e apreensão na região sul da Capital, quando surpreenderam Jhonnatan em sua casa no Bairro Paulo Coelho Machado, com uma arma de fogo calibre .38 e várias munições.
A polícia pediu à Justiça que seja decretada a prisão preventiva de Jhonnatan, que responde pelo crime de tráfico de drogas em Goiânia (GO) e foi condenado por estelionato em Sidrolândia.
Já Cleyton Santos foi preso em sua casa, no Bairro Pioneiro, onde investigadores encontraram 124 gramas de maconha. Segundo a polícia, a droga encontrada é sobra da venda do entorpecente. No local foram apreendidos petrechos utilizados no tráfico, dinheiro e outros objetos ilícitos não especificados pela equipe.
Um veículo Honda Civic também foi apreendido. Trata-se de um carro roubado, que estava com os sinais identificadores adulterados.
De acordo com o delegado responsável pela operação, Thiago Macedo, Cleyton responderá por tráfico, receptação, adulteração de sinal de veículos automotores e continuará preso.

Veículo roubado foi apreendido com Cleyton, enquanto Jhonnatan foi preso com a arma
Traficante torturado
O delegado Thiago explicou que as prisões de Jhonnatan e Cleyton aconteceram durante investigação da morte de Maurílio, encontrado morto em junho, com requintes de crueldade e indícios de tortura.
“A eventual participação dos presos da operação na morte investigada será objeto de apuração. O caso continua sendo investigado e mais informações serão oportunamente divulgadas”, justificou o delegado.
Execução
O corpo de Maurílio foi encontrado em uma fazenda, que fica no prolongamento da Avenida Três Barras, em Campo Grande. Nele havia várias perfurações feitas por arma de fogo, principalmente no rosto. Os pés e as pernas estavam carbonizados.