Quatro guardas municipais de Campo Grande são investigados por terem supostamente agredido abrigados no Centro de Triagem e Encaminhamento do Migrante (Cetremi), setor da prefeitura que oferece assistência provisória como hospedagem e alimentação principalmente aos moradores de rua, segundo reportagem na edição deste sábado (03) do jornal Correio do Estado.
A questão é apurada pela 31ª Promotoria de Justiça do Patrimônio Público Social, segundo edital publicado ontem no Diário Oficial do Ministério Público Estadual (MPE).
A denúncia foi encaminhada à Ouvidoria do MPE e as agressões teriam recorrido entre os dias 28 e 30 novembro passado.
Um abrigado teria sido agredido a chutes e pontapés enquanto dormia na calçada do prédio do Cetremi.
Já uma mulher que teria problemas psiquiátricos e “encontrava-se em crise de abstinência” disse ter apanhado de um dos guardas e a surra provocou escoriações no corpo da vítima e um corte na testa que exigiu quatro pontos.
O caso provocou abertura de sindicância tocada pela prefeitura, mas a investigação foi arquivada por “falta de materialidade e indícios de autoria”, segundo a reportagem de Celso Bejarano.
Os quatro envolvidos na denúncia, Emerson Vicente Rodrigues, Dirceu da Cunha Neves, Sidnei Teodoro Rosa e Fábio Júnior Cardoso Primo, ouvidos pelos integrantes da sindicância, negaram ter espancado algum abrigado do Cetremi.
Emerson Rodrigues disse que “sempre preferiu conversar e nunca intervir fisicamente com qualquer abrigado, porém, se precisasse, utilizaria de força moderada”.
Sidnei Teodoro declarou que “resolvia os conflitos com força moderada”, mas negou ter espancado alguém.
Fábio Júnior afirmou ter presenciado uma briga entre abrigados e que um deles apanhou de outros três frequentadores do Cetremi. Júnior citou ainda em seu depoimento que “uma vez usou força moderada a fim de resolver o problema”. Ele também negou ter surrado abrigados.