É notícia no mundo inteiro. Um dos principais jornais dos Estados Unidos, que cobre o dia a dia da política na capital americana, foi vendido. E o novo dono é um bilionário da internet.
Foi uma surpresa para o mercado em todo o mundo. O novo dono do Washington Post é o fundador de um gigante da interne, a Amazon. Jeff Bezos é 19º na lista de bilionários da revista Forbes e tem uma fortuna avaliada em US$ 25 bilhões. Mas nunca tinha mostrado nenhum interesse por política, nem pelo jornalismo. Dizia apenas que gostava de ler o jornal.
Um dos responsáveis pela revolução dos livros digitais vai agora assumir a direção de um dos mais conceituados jornais americanos.
Jeff Bezos, dono do site de compras Amazon, começou a fazer fortuna vendendo livros de papel. Depois, passou a vender também versões eletrônicas.
Vai desembolsar o equivalente a R$ 575 milhões pelo Washington Post.
Em uma carta dirigida aos funcionários, ele reafirmou o "compromisso com os leitores" e garantiu que "vai manter os valores do jornal".
A publicação de 136 anos de história é a principal na cobertura da política da capital americana. Desafiou o governo ao divulgar documentos secretos do pentágono sobre a participação americana na guerra do Vietnã. Também nos anos 70, as denúncias do escândalo Watergate levaram o presidente Richard Nixon a renunciar.
A investigação feita pelos repórteres Bob Woodward e Carl Bernstein rendeu o prêmio Pulitzer, e foi retratada no filme "Todos os homens do presidente".
Mas, nos últimos anos, a queda das vendas da edição impressa do Post e de outros jornais do grupo fez a receita cair quase pela metade. A empresa, que há três anos também se desfez da revista Newsweek, declarou que as inovações feitas poderiam garantir a sobrevivência. Agora, com a venda para Jeff Bezos, o Washington Post espera recuperar o sucesso de décadas atrás.