Sob a justificativa de que Mato Grosso do Sul não está entre os estados brasileiros mais violentos, o Ministério da Justiça o deixou de fora da lista que receberá, ainda este ano, recursos de R$ 4 milhões a serem investidos no monitoramento de presidiários, por meio de tornozeleiras eletrônicas, segundo matéria publicada hoje (11) no jornal Correio do Estado. O projeto, que tem como finalidade desafogar o sistema carcerário brasileiro, é cogitado em MS desde 2011 e ao que tudo indica está longe de ser colocado em prática, significando que o problema com a superlotação nas unidades prisionais do Estado persistirá por muito tempo.
De acordo com a assessoria de imprensa do Ministério da Justiça, tiveram prioridade na implantação do sistema: Alagoas, Paraíba, Rio Grande do Norte, Distrito Federal e Goiás, que indicaram maior índice de crimes violentos em mapeamento, realizado no ano de 2012.
Esses estados foram integrados pelo Plano Nacional de Segurança Pública ao Programa Brasil Mais Seguro, que prevê ações voltadas para o fortalecimento das fronteiras, o enfrentamento às drogas, o combate às organizações criminosas, a melhoria do sistema prisional, a segurança pública para grandes eventos, a criação do Sistema Nacional de Informação em Segurança Pública e a redução da criminalidade violenta. A reportagem é de Laura Holsback.