Cidades

ofende pacto federativo

Lei que isenta cobrança pelo uso de recursos hídricos é questionada

Lei que isenta cobrança pelo uso de recursos hídricos é questionada

Redação

15/08/2013 - 08h30
Notícia sem imagem

O Supremo Tribunal Federal (STF) questiona dispositivos da Lei 2.406/2002, de Mato Grosso do Sul, que tratam sobre as hipóteses de isenção de cobrança pelo uso dos recursos hídricos no Estado. Para o Supremo, os dispositivos ofendem o pacto federativo previsto na Constituição Federal, uma vez que contrariam a legislação federal que rege a matéria. A Procuradoria Geral da República (PGR) ajuizou Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 5025) e o caso está sob relatoria do ministro Marco Aurélio.

Na ação, a Procuradoria afirma que na Constituição Federal consta que é competência concorrente a elaboração de legislação sobre conservação de natureza, defesa do solo e dos recursos naturais, proteção do meio ambiente, controle da poluição e sobre a responsabilidade por dano ao meio ambiente.

Ainda de acordo com a Procuradoria, os estados podem estabelecer leis para disciplinar a gestão dos recursos hídricos, no entanto, elas leis não podem contrariar as diretrizes e normas fixadas pela legislação federal, especialmente aquelas que tratam do Sistema Nacional de Gestão dos Recursos Hídricos.

Para a Procuradoria, a norma questionada contraria a legislação federal no que diz respeito às regras referentes à concessão do direito de uso e cobrança pelo uso dos recursos hídricos. Nesse sentido, revela que a lei federal de número 9.433/97, que rege o tema, dispõe em que situações é permitida a concessão do direito de uso de recursos hídricos e estabelece as hipóteses de dispensa de atribuição. E, segundo a ação, a Lei estadual 2.406/2002 estabelece regras que contrastam com a disciplina normativa estabelecida pela União.

Preservação ambiental
Ao pedir a declaração de inconstitucionalidade do parágrafo 1º do artigo 20; do caput e dos parágrafos 1º a 3º do artigo 23; e do artigo 24 da Lei 2.406/2002, de Mato Grosso do Sul, a Procuradoria sustenta que nos termos da Lei 9.433/97, o regime de outorga do direito de uso de recursos hídricos e a cobrança pelo uso têm como objetivos assegurar o controle quantitativo e qualitativo dos usos da água, bem como o incentivo à racionalização de seu consumo. “A submissão à outorga e a cobrança pelo uso possibilitam, portanto, o cumprimento dos deveres estatais quanto à preservação ambiental”.

A Procuradoria pede também a concessão de medida cautelar para suspender a eficácia dos dispositivos impugnados até o julgamento de mérito da ação.

Nova Mobilidade

Prefeitura vai usar carros de aplicativo para transportar servidores em Campo Grande

Contrato com o Banco do Brasil prevê corridas por aplicativo e táxi para viagens de trabalho; município estima economia de até 30% com manutenção da frota e combustível

05/11/2026 17h46

Prefeitura de Campo Grande vai adotar corridas por aplicativo e táxi para transportar servidores durante o expediente, com previsão de economia de 30% nos gastos com frota e combustível.

Prefeitura de Campo Grande vai adotar corridas por aplicativo e táxi para transportar servidores durante o expediente, com previsão de economia de 30% nos gastos com frota e combustível. Foto: Divulgação Prefeitura de Campo Grande

Continue Lendo...

Educação

Rede Estadual amplia vagas em 10% para 2027 em MS

Prazo começa na segunda-feira (9) e segue até 6 de janeiro; número é 20 mil superior às 200 mil vagas disponibilizadas para o ano letivo de 2026

05/11/2026 17h19

Rede Estadual amplia vagas em 10% para 2027 em MS

Rede Estadual amplia vagas em 10% para 2027 em MS Paulo Ribas

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).