Moradores do bairro Costa Barros, na zona norte do Rio, e a ONG Rio de Paz realizam na tarde de hoje um ato público em protesto contra as mortes de Maria de Fátima de Jesus, 52, e sua filha Alessandra, 23.
Elas foram mortas por tiros disparados durante confronto entre traficantes e policiais do 41º Batalhão da PM no Morro da Quitanda, naquele bairro, na última quinta-feira.
Os corpos foram sepultados nesta sexta-feira no cemitério de Inhaúma, onde amigos e familiares das vítimas acusaram policiais pelos disparos que as atingiram.
De acordo com a Divisão de Homicídios, os policiais militares que participaram da ação e um parente das vítimas já foram ouvidos. Na próxima segunda-feira, serão colhidos depoimentos de testemunhas.
O laudo do confronto balístico em seis fuzis usados por PMs durante a operação deve ficar pronto em até 30 dias.
Neste sábado, um dia depois de afirmar o contrário, o Ministério Público Estadual reconheceu ter solicitado à PM uma diligência após receber em sua ouvidoria "informações relacionadas a fato criminoso no Morro da Quitanda".
A família das vítimas está sendo auxiliada por João Tancredo, mesmo advogado que atende os parentes do pedreiro Amarildo de Souza, desaparecido na Rocinha em 14 de julho.