Funcionários da Vetorial Siderurgia, em Corumbá, paralisaram as atividades nesta segunda-feira (19). A greve, por tempo indeterminado, cobra melhorias salariais e incorporação de benefícios para os 250 trabalhadores da siderúrgica. A categoria tem data base em 1º de julho.
Os trabalhadores não entraram na empresa na manhã desta segunda. Veículos que fazem o transporte da produção só vão entrar ou sair da usina após o encerramento da mobilização.
"Estamos há 90 dias negociando com a empresa. Nos mandaram uma contraproposta de 6%, que é abaixo da inflação. Reivindicamos 13% para nossa categoria, que é aumento real, e a empresa ainda quer cortar benefícios, como a nossa cesta básica. Querem passar o nosso cartão alimentação para R$ 230 e, dentro disso, compondo o vale gás. Hoje, nossa cesta básica e o vale gás somam 290 reais e querem baixar para 230", informou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Siderúrgicos de Corumbá, Johans Rogério Pinho Loureiro.
O dirigente sindical disse ao Diário Online que o diálogo com a empresa está difícil para os trabalhadores. "Tivemos mesa redonda no Ministério do Trabalho em Campo Grande e não houve negociação. A empresa não se dispôs a negociar. Nossa greve é por prazo indeterminado", afirmou.
A paralisação das atividades foi decidida em assembleia geral da categoria no dia 05 de agosto. "A greve partiu dos trabalhadores, nossos salários continuam iguais", complementou Johans. Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Siderúrgicos, para que o serviço não parasse por completo, a siderúrgica estaria mantendo em atividade funcionários do turno anterior. "Tem funcionário com mais de 12 horas e a empresa não quer deixar sair", finalizou.
O movimento grevista está concentrado na estrada de acesso à empresa, na região de Antônio Maria Coelho, distante cerca de 40 quilômetros da área urbana corumbaense. Os grevistas posicionaram um caminhão atravessado na pista para impedir a entrada na siderúrgica.
Na Vetorial Siderurgia a informação é que um diretor da empresa chega ainda hoje de Campo Grande para negociar com os grevistas. Ele também é o único funcionário da diretoria autorizado a falar com a imprensa.