Em 2010, 72,09% dos alunos entre 6 e 14 anos de idade que estudam em Campo Grande estavam cursando o ensino fundamental “na série correta para a idade”. Já dez anos atrás, em 2000, eram 65,61% e, em 1991, 45,73%. Isto é, de duas décadas para cá, as salas de aulas da rede municipal ficaram mais cheias e a faixa etária dos alunos tem sido a ideal.
Tais números aparecem no Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), publicado neste ano, segundo reportagem especial de hoje (26) no jornal Correio do Estado.
Para o doutor em Geografia Econômica e Política, atualmente professor visitante de mestrados da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Tito Carlos Machado de Oliveira, “há sim algo de bom na pesquisa: a permanência dos jovens dentro da escola eleva a responsabilidade institucional o que pode-se deduzir que haverá possibilidades efetivas de melhorias da qualidade e maior valorização dos profissionais. É ainda possível ser otimista com o fato de que quem está na escola de hoje não vai querer esta escola para seus filhos, e sim algo melhor”, arrematou o doutor.
Tito Machado reserva uma crítica ao atual ensino brasileiro, cuja qualidade, para ele, não melhorou de duas décadas para cá. “É falsa a ideia de que o ensino hoje é mais fácil do que antes. O ensino (me atenho mais ao público) é ruim hoje assim como era ruim antigamente. Apenas antes era “seletivamente” ruim (eram poucas vagas); e hoje é “universalmente” ruim. Basta lembrar que de todos os nossos presidentes da República apenas dois foram formados na escola pública (pasmem: Fernando Color e Dilma), os outros ou foram formados pelas escolas confessionais (ligados a alguma religião) ou pelo sistema S (curso técnico), caso do presidente Lula”. A reportagem é de Celso Bejarano.