O engenheiro eletricista R. C., 56 anos (a polícia divulgou apenas as iniciais) foi indiciado pelo delegado Alex Sandro Antônio, titular da 1ª Delegacia de Polícia Civil de Jardim (MS), como responsável pela morte do menino Edilan Prates Brunel, 10 anos, ocorrida no início de fevereiro deste ano, em um parque de diversões que estava instalado no município.
De acordo com Alex Sandro, Edilan morreu após receber uma descarga elétrica, ao encostar na grade de proteção do brinquedo “Thriller”, também conhecido como “Trem Fantasma”. A perícia apurou que o acidente foi causado por falta de manutenção do sistema elétrico do equipamento e ausência de aterramento.
“Se houvesse sistema de aterramento, poderia ter evitado ou reduzido os danos causados pelo choque elétrico”, enfatiza o delegado que concluiu hoje (27) as investigações e encaminhou o inquérito policial relatado ao poder judiciário.
O engenheiro eletricista, R.C., indiciado pelo delegado por homicídio culposo, quando não há intenção de matar, assinou como responsável técnico da parte elétrica dos brinquedos existente no parque de diversões. Se for condenado ele pode pegar até 4 anos de prisão.
“Chegamos a conclusão de que o engenheiro deve responder criminalmente pelo acidente, porque ele esteve no local, vistoriou os brinquedos e assinou a ART ELÉTRICA (anotação de responsabilidade técnica – Lei Federal nº 6496/77) dos equipamentos, que é documento exigido pelo Corpo de Bombeiros para emissão do certificado de vistoria, para que o parque pudesse funcionar, assumindo assim o risco pelo acidente”, explica Alex Sandro.
Os estudos que comprovaram defeitos no sistema elétrico do parque foram realizados pelos engenheiros eletricistas Rodrigo Corrêa de Freitas e Daniel Amaral Lachi, nomeados como peritos “Ad Hoc” pelo delegado Alex Sandro. “Os trabalhos dos engenheiros foram fundamentais para a apuração dos fatos”, conclui o delegado.