Reportagem na edição desta quarta-feira (28) do jornal Correio do Estado, mostra que o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS), Waldir Neves, silenciou-se misteriosamente sobre as investigações feitas pela inspeção extraordinária nos contratos emergenciais de empresa para fornecimento de combustíveis de empresa, suspeitos de favorecimento a amigos do prefeito Alcides Bernal (PP) e remanejamento de dinheiro de uma secretaria para outra sem autorização legislativa.
A inércia do conselheiro, na condição de relator do processo, aconteceu depois da nomeação de sua irmã, Sidonia Neves Barbosa, para o cargo de Assessor Especial III, com aumento salarial para R$ 4.990,42.
Concursada há 15 anos e lotada na Secretaria Municipal de Administração, Sidonia recebia salário de R$ 1.514,12 mensais, referente ao cargo de Assessor Técnico II. O decreto com a promoção da irmã do relator das investigações foi publicado no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande), no dia 18 de julho.
Depois da promoção da irmã, Waldir ‘esqueceu’ de levar ao pleno do Tribunal de Contas do Estado o relatório apontando eventuais irregularidades nos contratos com empresas e no remanejamento de recursos de uma secretaria para outra, sem autorização legislativa, apurados pelos inspetores. Com isto, a pressa de Waldir de concluir as investigações das denúncias de irregularidades foi esquecida.
Previsto para a primeira quinzena de junho, o relatório da Inspeção Extraordinária foi adiado para início de agosto depois do prefeito Alcides Bernal apresentar a defesa ainda no mês de julho.
Ainda no mês de junho, vazou para a imprensa documento do conselheiro Waldir Neves apontando para legalidade do remanejamento. A assessoria do conselheiro negou os boatos, declarando desconhecimento do referido relatório. Mas o prefeito Alcides Bernal concedeu entrevista declarando que o remanejamento foi considerado legal pelo conselheiro. A reportagem é de Roberta Cáceres.