Um aposentado de 51 anos, apontado por testemunhas como suspeito de envolvimento no acidente que matou o adolescente Marlon, de 13 anos, se apresentou acompanhado de seu advogado ontem na Delegacia de Dourados.
Para o delegado Venancio Caputti Neto, o acusado disse que nem sabia da morte do garoto, ocorrida no dia 21 deste mês, e somente se inteirou do fato quando chegou em sua casa, na segunda-feira (26), após passar alguns dias em seu sítio, no distrito de Picadinha.
O aposentado disse ainda que em frente a sua residência, onde também funciona um lava-jato, na Rua Eulália Pires, Vila Almeida, havia alguns cones no dia do acidente. Ele confirmou ainda que neste dia, um grupo de garotos chutou os cones e o agrediu verbalmente.
Ainda segundo a versão do acusado, ele montou em sua motocicleta, uma Titan, e saiu em direção aos garotos, mas como o grupo se dispersou, ele seguiu para o sítio, na Picadinha. O acusado disse também que não havia ninguém na garupa da motocicleta.
Segundo o delegado, a versão apresentada pelo aposentado é contrária ao depoimento de várias testemunhas. Por conta da contradição, Venancio Caputti deverá indiciar o aposentado por homicídio doloso, quando não há intenção de matar.
As investigações sobre o caso continuam e mais testemunhas serão convocadas para prestar esclarecimentos.
O Caso
Na tarde do dia 21 de agosto, o garoto estava de bicicleta e teria derrubado um cone que fica em frente ao lava-jato. A ação, conforme testemunhas, teria provocado a ira de pessoas que estavam em frente ao estabelecimento, que perseguiram o jovem em uma motocicleta.
Na Rua Eulália Pires, Marlon foi alcançado, apanhou do carona da moto, que dava tapas e ‘capacetadas’. O adolescente, que estava na ciclofaixa, teria recebido um chute, perdeu o equilíbrio da bicicleta, indo parar na rua, sendo atingido por um carro. O garoto morreu na hora.