A ministra da Cultura, Marta Suplicy, disse novamente hoje (2), na capital paulista, que a autorização para os estilistas Alexandre Herchcovitch, Pedro Lourenço e Ronaldo Fraga captarem dinheiro com o uso da Lei Rouanet não limita a possibilidade de outros projetos de arte serem beneficiados. Desta vez a afirmação foi feita durante reunião com entidades que formam o Brasil Fashion System, na sede da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) na qual a Lei Rouanet foi apresentada para que outros profissionais do setor possam inscrever projetos.
Para Marta, incluir a moda nas áreas beneficiadas pela Lei Rouanet é uma forma de dar força àqueles que estão mais fracos e não têm tantas possibilidades de divulgar seu trabalho no exterior. “Eu vejo a moda exatamente desse jeito, apesar de ser uma coisa de luxo, que é e não é. É uma cadeia gigantesca, que vai desde o mais simples, ao mais sofisticado até chegar ao produto final. Isso tem que ser entendido, nós temos que criar a nossa marca Brasil”.
Marta explicou que o governo não patrocinará marcas comerciais e sim beneficiará o setor da moda partindo de quatro eixos para os projetos: internacionalização, tradição brasileira, preservação de acervo e formação de estilistas e pequenos desfiles. “Nós abrimos essas áreas, mas se não pensamos em alguma coisa, estamos abertos a pensar”.
Marta reforçou que todo tipo de patrocínio é justificável desde que divulgue o nome do país e sua cultura para o restante do mundo. “O que interessa, para que os desfiles sejam internacionalizados, é que eles carregam a possibilidade e levar o nosso nome para o mundo. Isso abre caminho para todas as nossas confecções. Temos que nos mostrar mais amplos do que o futebol”.