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Barack Obama prepara discurso em defesa de ataque à Síria

Barack Obama prepara discurso em defesa de ataque à Síria

Redação

08/09/2013 - 14h15
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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, prepara para o próximo dia 10 um discurso em favor da intervenção militar na Síria. O governo aguarda autorização do Congresso Nacional para deflagrar a operação. Pela resolução em discussão, a ação deve ser de até 90 dias, sem a presença de tropas. A medida divide a comunidade internacional, pois vários países são contrários à ação. A imprensa norte-americana informa que a ação na Síria deve ocorrer nos próximos dias, às vésperas das lembranças dos atentados de 11 de Setembro (de 2001). Internamente, a opinião pública norte-americana está dividida sobre uma eventual guerra contra a Síria. Divergências que Obama enfrenta no Parlamento e também na comunidade internacional.

Ontem (7), Obama reiterou o que considera ser “uma necessidade” que é a intervenção militar na Síria. Ele defende a ação como resposta aos supostos ataques com armas químicas, ocorridos no último dia 21, matando mais de mil pessoas. Para os Estados Unidos, o governo do presidente sírio, Bashar Al Assad, é o principal responsável pelos ataques.

Obama disse que os norte-americanos não pretendem se envolver em uma guerra tão longa quanto às registradas com o Iraque e o Afeganistão. Na Cúpula de San Petersburgo, na Rússia, na semana passada, o presidente norte-americano tentou ganhar mais apoio à operação militar. Mas, por enquanto, apenas Reino Unido e França se declararam favoráveis à intervenção. A iniciativa do governo Obama será discutida nos próximos dias no Senado e na Câmara dos Estados Unidos. O presidente tem apoio no Senado, mas na Câmara a maioria é contra a operação militar. Rússia e China, que têm direito a veto no Conselho de Segurança das Nações Unidas, também rejeitam a ação.

No último dia 6, a presidenta Dilma Rousseff reiterou que o Brasil só apoia uma eventual intervenção militar na Síria, se for autorizada pelo Conselho de Segurança. Segundo ela, no entanto, é inadmissível o uso de armas químicas, em quaisquer situações. O assunto foi tema de discussão dos líderes das 20 maiores economias mundias, o G20, na Rússia.

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