Sem receber sacolão há dois meses e convivendo com sucessivos atrasos no pagamento dos salários, inclusive o deste mês, cerca de 400 trabalhadores que prestam serviços de limpeza em calçadas e canteiros de vias públicas, rotatórias, praças e parques de Campo Grande ameaçam paralisar as atividades hoje cedo, em protesto contra a falta de condições de
trabalho, segundo reportagem na edição de hoje (10) do jornal Correio do Estado.
Casado e com cinco filhos, Oswaldo Martins Pereira, 36 anos, é um dos trabalhadores que vivem a incerteza de não saber até quando sua família terá comida em casa. Os mantimentos só não acabaram ainda porque a esposa racionou o que havia, distribuindo em porções pequenas para cada refeição. No entanto, nesta semana, a situação chegou ao limite. “Hoje a gente tem um pouco de arroz e feijão. Hoje (ontem), o feijão vai ser a última cozinhada. Fazer o que agora? É esperar”, comentou.
Em situação semelhante, Edson Garrucho, de 58 anos, que há nove participa das frentes de trabalho da Prefeitura, disse ter presenciado uma triste cena, quando saía da Secretaria Municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação (Seintrha) para o trabalho. “Tinha gente chorando, porque não tem mais nada em casa, só água”, revelou. A reportagem é de Daniella Arruda.