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Obama diz que proposta à Síria será analisada, mas está cético

Obama diz que proposta à Síria será analisada, mas está cético

Redação

10/09/2013 - 22h52
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O presidente dos EUA, Barack Obama, disse em um discurso à nação na noite desta terça-feira (10) que a iniciativa diplomática russa sobre as armas químicas sírias será analisada, mas demonstrou ceticismo.

Segundo o presidente, qualquer proposta deve assegurar que o presidente sírio, Bashar Al-Assad, cumpra sua palavra, e que é muito cedo para dizer se a proposta irá se concretizar, mas que a iniciativa tem o potencial de acabar com as armas químicas sem o uso da força.

"Resisti a convocar uma ação militar [...] mas a situação mudou no dia 21 de agosto, quando Assad atacou mais de mil pessoas com gás [...] Essas armas podem matar em larga escala, o mundo civilizado concordou em bani-las [...] No dia 21 de agosto, essas leis básicas foram violadas. [...] Ninguém discorda que armas químicas foram usadas."

Obama disse que o governo distribuiu máscaras de gás para o exército antes de atacar a população com gás sarin. "O que os EUA e a comunidade internacional farão a respeito? Porque o que aconteceu não é só uma violação das leis internacionais, mas é uma ameaça à segurança nacional dos EUA."

O presidente explicou que não punir o uso das armas químicas agora poderia passar a mensagem de que elas são aceitáveis e que às vezes resoluções ou declarações de condenação simplesmente não são suficientes. Ele explicou sua opção pelo ataque e disse que sabe que após as guerras do Iraque e Afeganistão, uma ação na Síria não será popular.

Obama já havia pedido nesta terça ao Congresso americano para adiar a votação que pode autorizar ataques militares contra a Síria, a fim de dar à Rússia tempo para convencer a Síria a entregar todas as armas químicas que possui, de acordo com senadores.

O dia foi marcado por uma intensa movimentação diplomática em torno da proposta russa, que foi aceita pelo regime sírio. Moscou chegou a convocar uma reunião do Conselho de Segurança da ONU para tratar do tema, mas depois retirou o pedido.

Os EUA acusam o regime do presidente Bashar al-Assad de ter lançado um ataque químico na periferia de Damasco, em 21 de agosto, matando pelo menos 1.429 civis.

Assad nega e responsabiliza os rebeldes que combatem seu regime há 30 meses, em uma sangrenta guerra civil que matou pelo menos 110 mil pessoas, provocou a fuga de 2 milhões de refugiados, destruiu boa parte da infraestrutura do país e gera grande instabilidade política regional.

"Polícia do mundo"

Ainda no discurso desta terça, destinado basicamente à população que está contra a possível intervenção americana na Síria, Obama disse que os EUA não são a "polícia do mundo", mas quando com um "modesto esforço e risco" podem fazer com que crianças parem de morrer com gás, o país deveria agir.

O presidente informou que ordenou aos militares que mantenham sua posição de pressionar Assad e que estejam preparados para reagir caso a diplomacia falhe.

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