Rodrigo Fernandes das Dores de Souza, 24 anos, irmão do ex-goleiro do Flamengo Bruno Fernandes, foi preso em flagrante na noite de quarta-feira na capital do Piauí, Teresina, acusado de estuprar uma jovem de 18 anos. Segundo a vítima, o crime ocorreu em um matagal.
É o segundo crime de estupro pelo qual Rodrigo responde. O primeiro foi contra uma professora de 32 anos em Peritoró, em 2010, no Maranhão. Em 2007, ele ficou preso na penitenciária Irmão Guido, em Teresina, acusado de furtar um celular.
A vítima do estupro, uma vendedora autônoma, contou à polícia que foi abordada por Rodrigo quando estava em um semáforo na avenida principal do bairro Dirceu, zona sudeste de Teresina. Ele, de acordo com a jovem, prometia emprego. “Ele me disse que era de uma agência de emprego e que me levaria para um local para falar do emprego”, contou.
A mulher relatou ainda que, ao chegar em uma rua escura, ele apontou a arma, pegou seu celular e lhe fez ameaças de morte. Logo depois, a obrigou a entrar no mato.
O tenente Juraci Félix, do 1º Batalhão da Polícia Militar, afirmou que as características do suspeito eram peculiares e, por isso, foi fácil à identificação. “Quando ela relatou que ele era de cor negra e tinha os olhos azuis, foi fácil chegar até ele. O serviço de inteligência monitorou os passos dele e conseguimos prendê-lo”, afirmou o policial.
Ao ser preso, Rodrigo negou o crime e disse que a vítima era sua namorada. A jovem afirmou que não o irmão do goleiro.
A polícia pediu exames na maternidade dona Evangelina Sousa e constatou o estupro. De acordo com o laudo, houve relação anal e vaginal. A família informou que a jovem está traumatizada e tendo acompanhamento psicológico. Rodrigo foi levado para a Central de Flagrantes e será encaminhado para um presídio.
O caso Bruno
Eliza Samudio desapareceu no dia 4 de junho de 2010 após ter saído do Rio de Janeiro para ir a Minas Gerais a convite de Bruno. Vinte dias depois a polícia recebeu denúncias anônimas de que Eliza havia sido espancada por Bruno e dois amigos dele até a morte no sítio de propriedade do jogador, localizado em Esmeraldas, na Grande Belo Horizonte. O filho de Eliza, então com quatro meses, teria sido levado pela mulher de Bruno, Dayanne Rodrigues. O menino foi achado posteriormente na casa de uma adolescente no bairro Liberdade, em Ribeirão das Neves.
No dia seguinte, a mulher de Bruno foi presa. Após serem considerados foragidos, o goleiro e seu amigo Luiz Henrique Romão, o Macarrão, acusado de participar do crime, se entregaram à polícia. Pouco depois, Flávio Caetano de Araújo, Wemerson Marques de Souza, o Coxinha Elenilson Vitor da Silva e Sérgio Rosa Sales, outro primo de Bruno, também foram presos por envolvimento no crime. Enquanto a polícia fazia buscas ao corpo de Eliza, um motorista de ônibus denunciou o primo do goleiro como participante do crime. Apreendido, jovem de 17 anos relatou à polícia que a ex-amante de Bruno foi mantida em cativeiro e executada pelo ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Bola, que a estrangulou e esquartejou seu corpo. Ainda segundo o relato, o ex-policial jogou os restos mortais para seus cães.